quinta-feira, 26 de abril de 2018

Entrevista: Rudolf Schenker

A página Scorpions News, em parceria com o Scorpions Brazil, fez uma entrevista exclusiva com o guitarrista Rudolf Schenker. uma conversa muito legal com sobre as pausas, o início, o meio e as novas perspectivas para a banda no futuro. Confira!

Rudolf Schenker: Olá!


Scorpions News: Olá, Rudolf!


R.S.: Como você está?

S.N.: Estou muito bem, obrigado! E você?

R.S.: Sim, estou bem, tudo está bem, mas o clima poderia estar melhor. Mas, as coisas são assim, você tem que aceitá-las como são.

S.N.: Você tem dois filhos agora, depois de mais de 40 anos com Marcel nos anos 70. Como é para você com o pequeno Ritchie, é completamente diferente, certo?


R.S.: Sim, exato, claro! Dois filhos agora, um no começo da nossa carreira e dois bebês, um era o Scorpions e o outro era meu primeiro filho, Marcel. E agora, no fim da carreira eu tenho agora apenas um bebê e isso é bom, ele é uma ótima pessoa e eu adoro tocar com ele e é bom ver crianças crescendo, e o menino adora música e isso é algo fantástico. Eu nunca forcei ele na música, mas assim que ele subiu no palco ele foi infectado e, com certeza, é maravilhoso ter a sorte de criar outra criança. 

S.N.: Ótimo! Como você aproveita esses dias de folga entre os shows?


R.S.: Eu curto muito, porque o ponto é que estivemos em tantos países diferentes e diversos continentes e, você sabe, são muitas viagens, muitas entrevistas e coisas do tipo, claro. Quando você, depois de dar tudo para o público, você realmente dá a eles 100% de rock e 100% de entretenimento, bem, te digo uma coisa, isso não é fácil quando se está perto dos 70 anos, mas a coisa boa disso tudo é que eu sempre fui um cara esportivo. No começo da minha carreira, eu jogava tudo, futebol... e então, mais tarde, eu fazia natação, yoga e meditação. Então, nesse caso eu estava sempre em forma e sempre tentamos ser no palco uma banda cheia de energia. Então, isso é realmente... e as pessoas que temos na banda são todos de alguma forma muito esportivos, Mikkey Dee joga hockey no gelo e ele é um baterista muito cheio de energia. E o Matthias era muito de jogar futebol também e, você sabe, no caso somos caras esportivos e dessa forma damos às pessoas muita energia. Mas, você sabe, se terminamos uma parte da turnê, ficamos felizes em ter dias de folga, ter um tempo livre, porque assim você pode recarregar as baterias, você pode fazer o trabalho das pessoas, porque nosso manager morreu há alguns anos e em vez de contratarmos um novo manager, estamos fazendo tudo por nossa conta. Então, temos muita coisa pra fazer. E é divertido, é maravilhoso que ainda nos amamos e viajamos ao redor do mundo e curtimos uns aos outros também, os fãs e é fantástico! Quero dizer, quando começamos a pensar sobre a turnê de despedida, foi pra valer, tínhamos completa certeza de que faríamos a nossa última turnê, mas quando a MTV veio e nos chamou para fazer o MTV Unplugged e nós o fizemos na Grécia, em Atenas, e então eu me dei conta – por causa do livro que minha mãe fez quando comecei a banda – que em 2015 teríamos a celebração de 50 anos de Scorpions, então dissemos “ok, vamos fazer isso” e então cada vez mais entendemos que era um erro dizer que faríamos uma turnê de despedida, e agora estamos aí e esse é o motivo de o álbum se chamar “Return to Forever”. Nós estamos fazendo isso e tocando música juntos até que sentimos que realmente não era a hora de parar agora. No momento estamos muito bem, estamos curtindo estar nesse “Crazy World” levando para as pessoas depois de 28, 29 anos quando o muro de Berlim caiu, que era um “Crazy World” de uma forma positiva, agora todo mundo quer um pouco disso de novo no modo negativo, sabe? É um mundo louco, mas, sabe, nós realmente queremos mostrar que estamos realmente estáveis e nós tentamos fazer o nosso melhor e nós não estamos nos transformando num caos. 

S.N.: Sim, sim. “Return to Forever” é um álbum fantástico, vocês fizeram-no em parte com músicas novas e parte com músicas antigas. Vocês pensam em repetir essa boa fórmula?


R.S.: Sim, porque a situação é que, quando tivemos antes essa ideia do “Return To Forever”, o aniversário de 50 anos, nós prometemos aos fãs um álbum de bônus tracks e quando encontramos esse livro [nota: que a mãe dele fez] eu disse aos caras “Olha, no ano que vem serão 50 anos de Scorpions” e todo mundo disse, incluindo o Manager, “olha, caras, vocês sabem que há por ai apenas duas ou três bandas comemorando 50 anos, e são ‘The Who, ‘The Stones’ e ‘The Beach boys’, vocês sabem, vocês são da Alemanha, seria estúpido não celebrar isso”. Então dissemos “ok, mas então vamos trazer um álbum de bônus tracks a partir de músicas antigas, teremos que gravar material novo”, então essa é a razão desse álbum, o que é uma grande situação acidental que veio junta, nós temos esse álbum que conecta material antigo com material novo, o que foi maravilhoso, se encaixa perfeitamente com o 50º aniversário e “We built this house” é uma música muito boa, um tema musical fantástico e as pessoas gostam dela. 

S.N.: Sim, eu adoro este álbum. Vocês pensam em repetir esse formado, metade com músicas antigas, no próximo álbum?


R.S.: Ah, eu não sei. Te digo uma coisa: a questão é que estamos prontos, quando somos inspirados por alguma coisa, que poderia vir tanto de fora quanto de dentro, e nós nos preocupamos, nós temos que fazer um álbum e ficamos realmente felizes com riffs e melodias legais. Claro, estamos fazendo um álbum, mas não estamos fazendo porque temos que fazer e dissemos “ok, agora temos que fazer um novo álbum porque temos o Mikkey Dee na banda”. Não, nós, há muito tempo, desde a turnê de despedida até agora, somos levados para a direção certa do destino, e eu acho que a melhor coisa que poderíamos fazer... digo, veja o que fizemos com “Wind of Change” na Rússia e “Crazy World”, você sabe, quando eu disse “vamos tocar na Rússia” todo mundo disse “isso é loucura, não tem fãs lá”, não! Havia fãs e nós tocaríamos lá, encontramos um jeito de tocar lá e nós mostramos aos russos que uma nova geração vinha da Alemanha, eles não estão vindo para fazer guerra, eles estão vindo com guitarras tocando música, paz e rock’n’roll. Nesse caso essa foi uma mensagem fantástica, e um ano depois nós participamos do Music Peace Festival, e nós, Bon Jovi, Ozzy Osbourne e Mötley Crue e, você sabe, Cinderella... então dissemos “Há alguma coisa no ar” e um pouco depois alguém escreveu que o muro havia caído, digo, é fantástico, esse é o modo como fazemos música, você tem que se inspirar pela situação ao seu redor e então escrever sobre isso, e aí você tem um ótimo material para as pessoas ouvirem e quem sabe há um outro “Wind of Change” vindo disso, talvez outro “Rock You Like a Hurricane”, nunca se sabe. 

S.N.: Eu tenho uma sugestão...


R.S.: Eu te digo uma coisa, o novo álbum do Judas Priest, o último do Mettalica, eles são ótimos, digo, talvez o básico funcione, então para fazer um álbum que é realmente foda, é de momento, depende de ideias e tudo mais.

S.N.: Ok, tenho uma sugestão, uma sugestão de fã. Eu conheço uma música chamada “New Horizons”, talvez seja uma grande música para o próximo álbum. É uma canção poderosa para Mikkey gravar num possível novo álbum, não?


R.S.: Eu vou anotar isso e levarei a eles e direi “olha, essa é uma ideia, vamos tentar e ver como isso soa”.

S.N.: Oh, obrigado!


R.S.: Sim, isso é bom. Às vezes é ótimo ter alguma inspiração de jornalistas, escritores, fãs e tudo mais. Sabe, às vezes fãs vem até nós, contando alguma coisa e dizemos “Ah, sim, isso é algo.” Nós temos muitas bandas covers, temos muitas bandas como “In Trance” do Canadá, “Stingers” da Espanha, eu acho, e temos “The Zoo” da Itália, sempre vindo trazer sua música. Eles estão fazendo, digamos, eles estão fazendo novos álbuns, e eles estão fazendo seus álbuns no estilo Scorpions, mas muito bons, de qualquer forma, é fantástico ver isso. Digo, nós tivemos a galera do “In Trance” no palco conosco uma vez no Canadá sem contar para o público, acho que havia 40 mil pessoas e então “Blackout”, a banda “In Trance” entrou e as pessoas não perceberam logo de início e então, depois do solo, todo mundo percebeu. Num primeiro momento eles ficaram chocados porque os caras do “In Trance” estavam muito parecidos conosco, com as mesmas guitarras, mesmas roupas e o mesmo ocorreu com os caras do “Stingers”. Eles são muito bons. The “Stingers” canta exatamente como Klaus. Então é divertido, você sempre tem que estar aberto e não levar a música tão a sério, mas também não tão... é, fazendo pessoas felizes, e também pessoas tocando suas músicas como os “Stingers”, como “The Zoo” e “In Trance", eles são apreciados e estão fazendo suas vidas inteiras com esse tipo de música.

S.N.: É, isso é tão, tão legal. Eu provavelmente li seu livro três ou quatro vezes, muitas histórias legais. Você pensa em escrever um “Rock Your Life 2”?


R.S.: Te digo uma coisa, eu estava pensando sobre isso, mas no momento estamos tão ocupados que terei que esperar um pouco, até que não tenhamos tanto pra fazer e tenha possibilidade, por que eu tenho muitas questões de diferentes editores me pedindo “Ei, Rudolf, nós queremos ter Rock Your Life parte dois e tal”, eu digo “Olha, quando eu tiver tempo e tiver o suficiente para dizer, por que não?” Porque eu me lembro quando eu cheguei com o livro eu inspirei muitas pessoas que estavam infelizes com seus empregos e eles, quando leram o livro, eles disseram “não, vou acabar com isso agora, vou fazer o que sinto que tenho que fazer”, então esse é o caminho. Eu quero inspirar também as pessoas a não fazerem só uma coisa, aprender um trabalho, descobrir que não é o certo, mas em vez de fazer isso até o fim da vida, o que é estúpido, é a pior coisa, porque você está fazendo realmente algo na sua vida quando você faz o que gosta de fazer. Meu pai, quando eu estava realmente procurando o que fazer e quando tive que ser eletricista, meu pai disse “olha, Rudolf, não pense muito, faça o que você gosta de fazer, o que você realmente... dentro de você... o que você quer fazer e então o dinheiro virá por si só”.

S.N.: Com certeza, incluindo eu! Ele está inspirando muita gente e eu amo esse livro também.


R.S.: É, esse é o jeito de fazer, sabe. Já vi o pior, venho de uma cidade pequena na Alemanha, o rock alemão não era muito popular, mas eu encontrei o caminho para ir com as bandas e a primeira situação foi quando eu comecei a banda, isso foi pra mim... a inspiração veio dos Beatles e dos Rolling Stones, é claro. Eu já estava no rock quando o Little Richard e Elvis Presley estavam fazendo sucesso, mas estar sozinho no palco não era fácil, então, dessa forma, quando os Stones e os Beatles vieram, eu estava muito envolvido e disse “sabe, eu quero fazer isso, eu quero procurar pelas pessoas da banda que podem ser minhas amigas”, então ir em viagens ao redor do mundo como uma gangue e fazer música juntos, e foi o que aconteceu. Além do mais, essa é a linha seguida por Scorpions e essa é a razão pela qual Scorpions ainda está por aí. Eu inspiro pessoas com esse tipo de ideia e também inspiro as pessoas a não pensar tanto no dinheiro, porque dinheiro não te faz feliz. É bom ter dinheiro, mas não deve ser a prioridade. A prioridade deve ser, claro, muitas risadas, uma mulher que é certa para você, família... talvez um emprego que você realmente não sinta que você está trabalhando. Você tem que acordar de manhã e dizer “Ah, perfeito, eu quero ir e fazer isso, isso e aquilo”. Essa é a situação, acredito. Venho de uma cidade pequena da Alemanha, Sarstedt, e explico para as pessoas que estão sem esperança porque eles estão procurando, procurando, procurando e não conseguem encontrar. Para dar o exemplo, tudo é possível, você precisa confiar nos seus instintos, você tem que confiar e esperar, ter amigos à sua volta, porque trabalhar com pessoas com as quais você não pode construir uma amizade, já é um erro. O melhor caminho é poder confiar neles, porque alguém te diz “aqui, esse cara, ele é muito bom no que faz, sabia?”, não há outro jeito, você deve dizer “Olha, esse cara é uma grande pessoa, sabe? Quando trabalhar com ele, você irá se divertir muito”. Então, porque todo o intelecto, toda a tecnologia está sempre mudando, mudando e mudando, então divertir-se com o que você faz, você seguirá uma nova direção e, porque você ama o que faz, você está realmente no lugar certo, e isso foi o que outras pessoas fizeram, como um cara virtuoso, Richard Burns, foi atrás do seu único trabalho, esse é um ponto muito importante. Quando você toca música, você se torna um com a sua música e então você realmente toca essa música no palco, com as bandas e, em seguida, as pessoas na plateia estão olhando e dizendo “Eu não posso acreditar, essas bandas são ótimas”, então é assim que é, esse é o caminho para fazer a coisa. Nós, quando viemos da Alemanha para uma turnê na América, nós fizemos amizade imediatamente com a equipe, não chegamos e dissemos “Nós somos a banda alemã Scorpions, nós somos as estrelas e vocês apenas os roadies”, não! Nós fizemos amizade com a equipe, com a amizade, claro, de músicos e todo mundo estava olhando e dizendo “Hey, esses alemães, eles são realmente pessoas incríveis”, então é isso. Não seja arrogante, não seja, digamos, tão seguro de si. Esteja seguro do que está fazendo, mas deixe espaço para as outras pessoas.

S.N.: Sim, ótimo. Eu estive em Stommeln (Dierks Studios) com Sr. Dieter e Rudy Lenners, caras incríveis, muitas histórias sobre Scorpions. Nós falamos sobre “The Hunters”. Você poderia falar sobre isso? Primeiro teste do Scorpions. 


R.S.: Sim, “The Hunters” foi numa situação quando tivemos dois produtores em mente, quando começamos com Conny Plank no “Lonesome Crow”, então fizemos o álbum “Fly to the Rainbow” por nossa conta, mas percebemos que precisávamos de um produtor. Tínhamos Uli Jon Roth, ele estava mais inclinado para um ex-produtor do Jimi Hendrix e... qual era o nome dele? Do “The Animals”, o baixista (“Chas” Chandler) para termos como produtor e eu estava observando Dieter Dierks por um longo período e eu disse “Olha, caras, eu acho que Dieter Dierks poderia ser uma possibilidade” e então estávamos indo na direção de Dieter Dierks, e ele nos viu no palco e ele ficou completamente em choque porque ele não sabia que éramos tão bons no palco, mas ele disse “Olha, rapazes, eu sei que vocês são muito bons no palco. Depois do “Chas” Chandler, do “The Animals” ... eu sei que vocês são muito bons no palco mas, sabe, quero ver como se saem num estúdio”. Sabe, temos um projeto do “The Sweet”, duas músicas e então isso tem que ser feito em alemão. Alemão, porque na Alemanha a regra é, antigamente, se você fazia um cover em alemão de uma música que já é um hit mundial, na Alemanha se a música é em inglês e você grava uma versão em alemão, então você está pegando metade da atenção da versão em inglês, então, no caso, dissemos “Por que não? Vamos fazer”, “The Sweet” não é tão ruim... então certo, nós fizemos duas músicas, “Fuchs Geh’ Voran” e “Action”, funcionou muito bem. A partir daquele momento, Dieter Dierks se tornou nosso produtor e começamos a trabalhar, e foi uma boa relação. Digo, um pouco longo, talvez, mas aquilo, eu acho, nós, desde 88 com “Savage Amusement”, foi nosso último álbum, mas foi bom, ele se tornou nosso 6º integrante, ele foi realmente importante para a produção e sim, quando olhamos para trás, foi uma época boa. Nós realmente trabalhamos muito duro e algumas vezes tocamos uma música mais de cem vezes para ter um momento mágico. Se você for ver, no fim, isso compensa e é disso que se trata, se você gosta de tocar música, você nem percebe que já tocou a música trinta vezes. Então, nesse caso, deu certo porque tínhamos as pessoas certas, pessoas que combinam muito bem juntas, não era trabalho, era diversão.

S.N.: Sim, Dieter é um grande cara. Apenas uma curiosidade, eu estive em Sarstedt, sua cidade natal, e nós temos um amigo em comum, Mr. Franz Gottwald, o “guitarrista flamenco”. Eu o encontrei lá. Ele me contou muitas histórias antigas sobre Scorpions, um cara muito legal.


R.S.: Ah, o cara do flamenco, na Alemanha, sim? 

S.N.: Sim, Franz Gottwald.


R.S.: Meu bom amigo Franz, sim sim, claro. Digo, quando eu mostrei o livro para as pessoas, eu fiz algumas sessões para ouvir perguntas e respostas, e tivemos uma sessão onde tocamos com banda e Franz Gottwald participou disso, nós tocamos músicas como Holiday então, eu sei, ele é um cara incrível, ele agora trabalha em Hildesheim, acho que “Hildesheim Entertainement”. Ele pode te contar algumas histórias muito boas.

S.N.: Depois do grande sucesso das edições Deluxe, vocês acham que é possível fazer isso para outros álbuns?


R.S.: Sim, estamos trabalhando nisso. A questão é que atualmente estão em uma mão e outros estão em mãos diferentes. Agora estamos trabalhando numa situação para que tenhamos todos os álbuns numa mão só, com a BMG. Temos que esperar e acho que quando for o momento certo a gente vem com uma Super Edition e isso seria ótimo.

S.N.: Sim, isso é legal. Vocês planejam trazer alguma surpresa ao SetList em algum momento, como uma música nunca tocada ao vivo?


R.S.: Nós pensamos sobre isso, o problema é que quando tocamos músicas que não são muito conhecidas, outras pessoas vêm e dizem: “ah, eu quero essa música“, “ah, eu quero aquela música”. Faremos isso mais cedo ou mais tarde, mas isso tem que ser a mesma situação. Vai do momento, de alguma forma, é o momento certo, talvez façamos isso, mas no momento temos tantas pessoas pedindo, claro, as músicas, então vamos lá, talvez, cedo ou tarde tocaremos um álbum, talvez um álbum como o Blackout, todas as músicas do Blackout, ou talvez Love at First Sting, todas as músicas do Love at First Sting. Você nunca sabe o que fazer com músicas de segunda classe, com “China White” ou “You Give Me All I Need”, material desse tipo... vamos ver. Digo, tudo está no ar. No momento temos um concerto fantástico, as pessoas gostam, temos ótimas resenhas sobre os shows, o show multimídia, incluindo como tocar rock loucamente, e isso é maravilhoso, eu acho que no momento a combinação perfeita... nós temos “Crazy World”, mas, pessoas, por favor, assegurem-se de que o mundo não enlouqueça, e nós estamos tendo pessoas loucas do jeito positivo, não do negativo.


S.N.: Nós podemos esperar por Scorpions no Brasil ano que vem?


R.S.: Eu te digo uma coisa, parece muito, muito possível. Você sabe como nós gostamos do Brasil, é a nossa segunda casa. Então, nesse caso, digo, no tempo certo outra vez, e sim, isso é muito, muito provável!

S.N.: Ok!


R.S.: Bom! Vejo você talvez no próximo ano no Brasil, certo? Ou talvez em algum outro lugar mais.


S.N.: Obrigado, Rudolf! Até mais.

R.S.: Ok, obrigado, tchau!

Equipe Scorpions News
David Araújo - Entrevista, Roteiro, Edição e Revisão.
Abel Neto – Design e Promoção.
Italo Souza - Roteiro.
Madson Henrique - Roteiro.
Erich Dalton - Transcrição.
Histembergh Fernandes - Revisão.

Equipe Scorpions Brazil
Responsável pela tradução e revisão.

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